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D. Alberto
Cosme do Amaral

«Mas, não queria falar-vos só de Lúcia; ainda mais - porque falais de tanta coisa, mas nunca toscastes este ponto – queria recordar-vos também que Lúcia vai ser sepultada bem perto de D. Alberto Cosme do Amaral, que foi também um vosso Bispo, aliás, um vosso humilde Bispo, que muitas vezes vos visitou no Seminário da Imaculada Conceição, antes de – de forma tão merecida – ter sido precisamente o Bispo da Diocese em que Nossa Senhora decidiu visitar os três pastorinhos» (Beato.Nuno)

    «É verdade!!! Aquela altivez e imponência emanada sempre com uma naturalidade muito "natural", combinavam com uma auréola que eu não via mas quando perto, senti. E quando a senti, senti tambem uma paz de alma, um sossego que me levavam para fora do meu eu para um outro eu que só eu sabia que existia. Naqueles momentos quando lhe beijava o anel experimentava tudo isso e via aqueles olhos negros e aquele sorriso simples, sem segundo significado, que bem espero terão sempre lugar na minha memória» (LS)

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«...nasceu na freguesia de Touro, Vila Nova de Paiva, diocese de Lamego, em 12 de Outubro de 1916; faleceu uns dias antes de fazer 89 anos. Foi ordenado sacerdote a 13 de Agosto de 1939. Nomeado bispo auxiliar do Porto em 8 de Julho de 1964, passou a auxiliar de Coimbra em 1969». Após a morte de D. Frei Francisco Rendeiro, em 19 de Maio de 1971, passou a Vigário Capitular da Diocese de Coimbra, antes de ser transferido para a Diocese de Leiria como Bispo residencial «onde exerceu o seu ministério episcopal de 1972 a 1993. Por duas vezes recebeu João Paulo II na Cova da Iria, em 1982 e em 1991. Em 1993, passou a Bispo Emérito, ficando a residir no Santuário de Fátima. Dentro da sua disponibilidade pastoral, que foi diminuindo, privilegiava sempre o sacramento da reconciliação e o atendimento dos sacerdotes.
D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, comentou que D. Alberto, na sua simplicidade, testemunhou permanentemente uma vida que pautava em termos de interpelação para a santidade, anunciando os valores que salvam a humanidade. D. Carlos Azevedo, Secretário da CEP, lembrou D. Alberto como um homem simples, afável e, acima de tudo, de uma grande serenidade».
Por mim recordo-o como um homem simples, afável, de uma ternura imnesa, uma voz de veludo, pausada, num Retiro Espiritual no Seminário da Figueira da Foz.
Nesse dia tenho a certeza que, entre o mais, disse que era muito humilde «a casita da Nazaré em que viveu aquela criancinha». Nunca mais esqueci esta frase; quase assegurava que se a tivesse gravado, não a teria agora reescrito do modo diverso.
E disse mais:
«Quando aquele sacerdote saiu da casa de banho pública em Fátima, e já eu lavava as mãos,a senhora ali presente deu-lhe um bocado de sabão, que a mim não havia dado. Isso levou-me a perguntar-lhe na minha simplicidade: “porque deu sabão àquele senhor e não me deu também a mim?”. A resposta saiu rápida: “mas o senhor padre não pediu...”
Pois é, precisamos de pedir; precisamos de rezar para que Deus nos ouça...»
As palavras não terão sido precisamente estas, mas foi algo de muito parecido que alguns de nós ouviram a D. Alberto em finais de 1969 ou princípios de 1970 dentro da Capela do Seminário da Imaculada Conceição naquele Retiro Espiritual por ele orientado, curiosamente o único de que guardo alguma recordação precisa».
Nunca mais esqueci D. Alberto; tenho muito presente – é curioso como o LS o referiu também – a sua mão e o seu anel perto dos meus olhos, como que a marcar-me para sempre; e recordo muito bem ainda hoje os seus afáveis diminutivos, «casita da Nazaré», acima de todos (AMS)

Antigos Alunos do Seminário da Figueira da Foz
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