Make your own free website on Tripod.com

SAUDADE

professores do sic

ÉRAMOS TANTOS...
colaboradores
o seminário ontem e hoje
professores do sic
histórias e estórias
empregados do sic
melhor do mês
ser ou não ser padre
os nossos padres
histórias de coimbra
outras memórias
o que pensamos hoje
pura saudade
nós hoje
por onde andamos
wanted
falecimentos
links com assinatura
religião
solidariedade

div20.gif

precisamos de mais informação; peguem no lápis e escrevam no FORUM

OS QUE

ERAM PADRES

   

P. A. José de Matos

 

P. Francisco Antunes
P. Matos Fernandes
P. Abílio Simões
 
P. Jerónimo
P. Moço
P. Abrantes
 
P. João Amado
P. Paulo
P. Adelino Henriques
 
P. João Reis
P. Ricardo
P. Benjamim
 
P. João Trindade
P. Tomás Póvoa

P. Calinas

P. Joel

P. Veríssimo

P. Cardoso Duarte

P. José Gonçalves

 

P. Cosme

P. José Ramos

 

P. Costa Ferreira

P. Luis Carlos

 

P. Cristo Martins

P. Manuel Ramos

 

P. Daniel Mateus

P. Manuel Ventura

 

OS QUE
NÃO ERAM PADRES

   

Dr. Francisco Ferreira

Profª. Aidé

Prof. Vitor Guerra

Dr. Inácio Lopes

Profª. Olímpia

 

Dr. José Carlos Gama

Dr. Câmara

 

Dr. J. Resendes de Couto

Dr. Carlos Ventura

 

Dr. Lobato

Dr. Crisanto

 

figueira_da_foz.jpg

ABRANTES

 

«... há um padre que não esqueço nunca, porque guardo no punho para toda a vida o resultado - o padre Abrantes de Buarcos.
(...) Nas aulas de Religião e Moral (...) o padre Abrantes sai lá de cima com a cana da Índia apontada à minha cabeça, que eu parecia que via o diabo a chegar-se a mim. Pensava eu que talvez fosse para o Pena (foi pena!), mas fui eu que apanhei aquela vergastada, que só não me rachou a cabeça porque me defendi com o punho.
Ainda hoje o sítio está marcado, porque nunca mais me nasceu pêlo naquele local.
Que Deus o tenha em descanso!» (AS)

 

ADELINO

 

«... por quem sempre nutri muito respeito e consideração (talvez um pouco mais, há sempre preferidos...): o P. Adelino, que foi meu prefeito em S. José» (LS)

london.jpg

 

BENJAMIM

 

«Sobre o Padre Benjamim, eu recordo o meu exame de Inglês, ali nos fundos do salão. Eu estava mesmo baralhado.
--Ó menino, vamos lá a falar em Inglês...
- Oui, sr professor...» (AS)

 

«...há um que nunca esquecerei: O Padre Benjamim Alves.

Foi (...) professor de Inglês e de Matemática.

Eu (...) era um zero a Matemática.  A barra, ou urso da turma, era o Manel Catarino de Febres. Mas um dia...há sempre um dia... o P Benjamim formulou um problema que já não recordo.

E perguntou:

- "Então? Ninguém resolve isto?"

Estava tudo à espera do Catarino; mas nesse dia o Espirito Santo estava de bem comigo e eu cá da fila de trás disparei o resultado do problema.

E diz o Benjamim:

- "Então sénhores! Estão a ver? Que grande dificuldade! Até o burro do Vieira sabe!".

(...) tenho usado muitas vezes este exemplo como demonstração do reforço pedagógico! Brilhante!» (JVL)

 

«...melhores histórias sobre ele (...), conhecido como Father Benjamim,  são passadas nas aulas de Inglês!

(...)  não era lá muito bom professor de Inglês! De Matemática...vá lá...admito que soubesse umas coisas!

No Inglês...a coisa piava mais fino.

Não sei se consigo registar os belos diálogos. Mas, após a a leitura do texto, eram coisas do género (escritas aportuguesadamente para ter mais piada!):

- Ao méni fingars tem o senhor?

- Is' tit ou não?

- Ai sénhores,  tantos mistaiques!

- E braders? Ao méni braders tem you?

Mas eram bons tempos!

Aprendemos pouco inglês? Talvez! Mas aprendemos muito humanidade!

O P. Benjamim era um ser humano maravilhoso, fumador dos quatro costados e que gostava de ajudar toda a gente (...) havia muito pessoal com dificuldades em Matemática e resolvemos oferecer-lhe uma caixa de charutos e umas garrafitas de champagne! Tudo dividido, foi uns trocos a cada um!

Quando lhe fomos oferecer as garrafinhas e os cubanos, ficou emocionado.

Safámo-nos. Mas eles também foi grato.

Passámos todos!» (JVL)

CALINAS

calinas2.jpg

P. Calinas; P. Zé Ramos; Prof. Crisanto

 

«Ah!... se me lembro do P.Calinas!... À baliza com um bonezinho a marinheiro!...

E a nadar?!... Boiava naquele mar de Buarcos como uma pena» (LS)

 

«... Padre António Augusto Calinas (de quem me orgulho de ter sido aluno, colaborador e essencialmente grande amigo) devo-vos dizer o seguinte:


a) O seu percurso como prefeito de Nossa Senhora de Fátima, professor, artista plástico (pintei na Figueira com ele e com o Ti Jaime alguns cenários dos quais ainda hoje guardo algumas fotos a preto e branco) é de todos sobejamente conhecido;

b) Em Setembro de 1970 (ano em que eu saí do Seminário) o Padre Calinas tomou posse da paróquia de Coja (sua terra natal e minha por afinidade) e fui seu colaborador assíduo na animação musical das missas de domingo (desde 1970 a 1972).
Era um vanguardista.
Com ele consegui que um conjunto musical de Coja, ao qual mais tarde vim a pertencer, animasse as missas de domingo, e recordo algumas celebrações dominicais cantadas em francês e português porque no verão de 1971 esteve em Coja um grupo de escuteiros franceses.
Lembro o seu receio de que esta inovação provocasse má aceitação por parte do povo, mas (puro engano!) ela foi acolhida com tal entusiasmo que até o também já falecido Dr. Fernando Vale (fundador do Partido Socialista, ateu e grande amigo do Padre Calinas) foi à missa à Igreja de Coja, porque toda a gente lhe dizia que a missa era diferente e ele teve que se certificar.

A animação com o referido grupo musical manteve-se assídua de 70 a 72 e só em grandes dias de festa religiosa até 1977 (ano em que abandonei o grupo). Foi nesta época seu colaborador directo igualmente o Carlos Alberto Marques CATARINO, que veio para Coja para estagiar antes da ordenação e acabou por casar em Coja.

c) O P. Padre Calinas era um HOMEM de uma humanidade sem limites, tal como seus pais que tratou com todo o desvelo e carinho.
Defendeu a sua terra com alma e coração, quer atarvés das suas crónicas no Jornal de Arganil, quer como deputado municipal depois do 25 de Abril .

HOMEM de carácter e princípios, anticomunista e socialista convicto.

d) Em 1976 foi-lhe diagnosticado um crancro na garganta e foi um sofrimento para aquele HOMEM perder a fala e andar com um bloco de papel e uma caneta e escrever em vez de falar. Veio a falecer em 1977. Guardo dessa época uma grande tristeza, porque o vi sofrer, mas sempre com resignação e sem o mais pequeno laivo de revolta.

e) Por ironia do destino, ou talvez não, jaz ao lado de meu falecido pai no cemitério de Coja, em campa rasa (ele que para mim foi o meu segundo pai, um pai espiritual e um ombro amigo com quem sempre pude contar)» (AP).

 

«Quando foi nomeado para pároco de Coja, teve que comprar um carro.
Lembro-me perfeitamente do dia em que lhe entregaram um Datsun 1200 vermelho, novo, porque até esse dia o Padre Calinas não tinha carro (servia-se do carro dos amigos quando estava em Coja para se deslocar aqui ou ali).
Estava radiante e, como seu amigo, tive que ir com ele experimentá-lo.
Muitas vezes me foi buscar nele a minha casa (porque também eu nessa época não tinha meio de transporte) para ir para os ensaios do grupo coral e para a animação das missas dominicais que celebrava além da missa da Igreja Matriz de Coja (Pisão e Pinheiro de Coja).
O Padre Calinas era um HOMEM desprendido do dinheiro e que pouco se preocupava se andava com a batina rota ou não. Um dia, vendo-o com a sua batina já puída e coçada, lembrei-me «e se eu lhe desse a minha batina que nunca mais vou usar»?
Se bem o pensei... melhor o fiz.
Lembro com saudade a sua emoção quando lha ofereci. Ficou comovido e deu-me um abraço e disse-me «muito obrigado».
Foi este HOMEM bom que nos deixou esta saudade (...)» (AP)

 

«Em Março de 1972 iniciei a minha vida profissional numa empresa de construção civil na construção da Casa do Povo de Coja.
Sabem o que é que o falecido Padre António Augusto Calinas fez?
Obrigou-me (é este mesmo o termo correcto) a ir almoçar com ele todos os dias a sua casa, visto eu morar a 5 Km, desde Março de 1972 até Abril de 1973, altura em que tive que, como os rapazes da minha idade, ir cumprir o serviço militar.
Muito conversámos nesses almoços juntamente com seus pais, o Sr. Eduardo Calinas e a Sra. D. Glória (pessoas que me marcaram para o resto da vida).
Era esta a dimensão humana e altruísta do Padre Calinas.
Não admira que por isso tenha deixado em cada cojense (e porque não em todas as pessoas que com ele privaram de perto) um amigo» (AP)

 

«... em Buarcos eu “morava” na camarata do fundo, turma "C". (...) Bem, o P.Calinas vinha noite sim, noite não, passar a rusga,  mas quando ele virava para o último lance de escada já se sabia que ele vinha lá,  porque os sapatos dele chiavam mais que um carro de bois sem borras de azeite no eixo. Mas naquela noite a "galhofa" era tanta que ninguém ouviu o chiaçar dos sapatos.

O P.Calinas abriu a porta e apanhou uns quantos, pelo menos a mim e ao Neto, que dormíamos nas primeiras camas. Não havia régua,  mas houve uma escova dos fatos, não me lembro bem se do Neto ou minha, mas lembro-me da escova como se agora estivesse a ve-la (branca, madeira clara e com uma superfície a modos que em "W",  claro que não tão pronunciado).

Foram umas 5 ou 10 em cada mão.
Nunca reguadas me doeram tanto e eu até tinha as mãos bem calejadas.
A
quela escova!...» (LS)

 

«Sobre o tema da galhofa na camarata (...) era todas as noites algazarra, até vir o P.Calinas ou o P. Ramos, por ordem na coisa. (JR)

 

Um dia no salão de Nossa Senhora apanhou-me a ler "o Conde de Monte Cristo" de A. Dumas, na horas de estudo das tristes. Não passou ao lado da questão! Teve uma conversa comigo! Percebi que era melhor estudar...e que podia ler o livro noutras alturas...embora ele também considerasse que se calhar eu poderia ler outras coisas com mais proveito! (JVL)

 

«Desenho, latim e português, pelo menos.
Desenhava muito bem.
Fazia caricatura.
Era ele quem desenhava os cenários do Anfiteatro (anfiteatro?) e com rara beleza.
Já há aí umas fotos de peças de teatro com cenários do P. Calinas.
Era também um bom guarda-redes» (AMS)

 

«Recordo-o com muita saudade porque era dos Padres mais divertidos que eu conheci na Figueira! Era um excelente professor de História e foi ele quem me meteu o bichinho da História, a minha disciplina preferida!» (JVL)

 

«A propósito do Padre Calinas, há uma cena que nunca esqueci.

Estávamos na Senhora das Preces, no Santuário de Vale Maceira (...) O P. Calinas era de Coja e, portanto, conhecia bem a região, que nos desafiou a calcorrear a pé.

Fomos ver nascer o sol no alto do Culcorinho (não sei se é assim que se diz...)

(...)  fomos nadar à ponte das Três Entradas e um dia fomos até Avô,  onde comemos uma bacalhauzada com batatas.

E à tarde houve banhoca no rio.

Ora, no rio nadavam umas sereias. O Padre Calinas, qual admirador de Ulisses, não descansou enquanto não meteu paleio com elas!

Eram de Lisboa e estavam por ali a passar férias. E tinham uma quadra que lhes servia de hino!

 

Era assim:

Toda a menina bonita,

por mais bonita que seja,

deixa sempre nas calcinhas,

umas pinguinhas quando meija!» (JVL)

 

«...havia duas cantigas que o P. Calinas ensinou (no tempo do "Obladi, Oblada" dos Beatles) que eu nunca mais esqueci (...).

 

São assim (...):

 

Pela rua acima vai uma galinha (bis).

Ai, ai, ai 'vamos atras dela' (bis)

pipinha pi-pi (bis)

 

A outra assim:

 

Minhas botas velhas cardadas

palmilhando léguas sem fim,

quanto mais velhinhas estragadas,

quanto mais vigor sinto em mim» (LS)

 

CARDOSO DUARTE

 

«...é professor na Universidade Católica em Lisboa. Costuma escrever umas crónicas no Jornal " As Beiras"; às vezes demasiado político-partidárias para meu gosto!» (JVL)

 

«...é de Condeixa (...) aí tem a sua vivenda e ali passa algum tempo; (...) se o quiserem ver é na Festa do Senhor dos Passos, em Condeixa, onde ele, há muitos anos faz o chamado sermão da Verónica, no meio da praça da referida vila» (AS)

musica.jpg

 

COSME

 

«... esteve Director do Arquivo Distrital de Setúbal, onde - sem querer - lhe “descobri a careca”, quando, falando com uma funcionária amiga, perguntei “mas esta não é a assinatura do P. Cosme?” e ela respondeu que “não”,  “o sr. Director é casado, tem dois filhos...”.

Encontrámo-nos depois algumas vezes por aqui (...) (AMS)

 

«... está aposentado e vive em Setúbal! Está jovem e continua a cantar como um rouxinol!» (JVL)

 

DANIEL MATEUS

 

O Padre Daniel Mateus passou pela Figueira, mas não me cruzei lá com ele. Mas encontro-o diversas vezes pela simples razão de ser o prior de Miranda do Corvo, o meu concelho, e às vezes dá uns saltos até à minha Vila Nova.

Além de pároco de Miranda do Corvo, é professor de Português na Escola EB23/SEC de José Falcão de Miranda do Corvo (JVL).

 

FRANCISCO ANTUNES

 

«... Era irmão do meu prior, o Padre Luís da Fonseca Antunes, e tio desse grande professor que tive em Coimbra, o Dr. José Graça Antunes, que passava férias na minha Vila Nova, em casa do tio Luís e onde ensaiava uma récitas e teatros com o meu pai e o meu padrinho (esta coisa da minha queda para o teatro, como vêem é de família).

O Padre Xico era um santo homem.

Mais tarde, em Coimbra, tive oportunidade de comprovar isso, já que o Padre Francisco era o Padre dos Ciganos.

E a minha geração coimbrã alinhou em algumas actividades com ele, nessa área da pastoral dos ciganos.

(...) Já agora sempre vos digo que os ciganitos eram tão amigos do Padre Francisco, que um dia lhe roubaram o carrito.

Era um carocha já velhinho.

E ele, com aquele ar de pai bondoso, a dizer:

- Coitados! Se calhar precisaram dele para resolver algum problema!

Pois claro!

O carrito voltou a aparecer» (JVL)

  

JERÓNIMO

 

«tive ocasião de agradecer, anos depois, as palmatoadas ao Padre Jerónimo (...) em 1969 participámos no Acampamento Regional de Coimbra na Costa de Lavos (...). O padre Jerónimo era o capelão do acampamento. Uma noitada no fim do fogo de campo estávamos ainda na conversa e ele ofereceu-nos uma cigarrada.

Claro que a malta aceitou; mas ele ouviu-me:

“Então noutros tempos reguada e hoje sirvam-se se faz favor?!”

Ironia! Coisas do destino! » (JVL)

 

«agora (...) pároco de Mira (...)  (SP)»

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ff1.jpg

FAROL DO CABO MONDEGO

JOÃO AMADO


«... era o maestro e foi ele que me escolheu. Muitos se hão-de lembrar da "Nau Catrineta" ("Procelas raivosas do fundo do mar e a nau catrineta...").

Depois havia sempre o hino da Figueira  ("Figueira como és formosa quando no oiro da areia a branca espuma semeia nas ondas do teu tear... Figueira maravilhosa, Figueira da claridade, tu és a nossa vaidade, tu és a noiva do mar"» (LS).

 

«...agora ex-padre, ex-presidente da Junta de Assafarge; recordo o gosto que me criou pelo Teatro e pela Música. Foi responsável pelo ensaio de algumas peças, como "Malucos à Força" (esta já foi citada e há fotos neste site) e "Barca sem Pescador". Mas recordo, sobretudo, aquele acordar nas camaratas de S. José e Beato Nuno e nos camarins dos mais velhos, ao som de várias peças de Música Clássica. E claro que recordo os ensaios do orfeon! Fui baixo quando era preciso baixos, fui tenor quando havia falta de tenores!» (JVL)

 

«...professor de música e era prefeito de Cristo Rei» (AMS)

 

«... a primeira pessoa que nos fez ouvir (nunca mais o esquecerei) um disco de MANUEL FREIRE com uma cantiga bem importante da "resistência" que continha aquele célebre verso “não há machado que corte a raiz ao pensamento..”. Um disco, recorde-se que estava ou veio a estar então proibido (devo estar a falar de 1968 ou 1969, será?)» (AMS)

 

JOÃO REIS

 

«...prefeito de S. Luís e muitas vezes me apanhou a ler livrinhos de cóbóis no salão de estudo! Ajudado pelo meu insucesso Matemático revelado desde cedo (...)  P. João Reis chumbou-me a Latim e a Português! (...) acho que ele teve razão! Eu ganhei maturidade e nunca mais chumbei ano nenhum» (JVL)

 

«...Encontrei-o em Lisboa, salvo erro no início dos anos 90, quando estava em marcha a Reforma Educativa do Roberto Carneiro no Governo cavaquista. Quer ele, quer eu, fomos na altura professores acompanhantes dessa reforma. Eu, por Coimbra, em Filosofia, e ele por Évora, como professor de Português. Na altura conheci também a sua esposa,  que era professora acompanhante de Física e Química! Recordámos velhos tempos e lembrei-lhe aquele golo que a camarata inteira ouviu quando o Morais marcou golo de canto directo e deu a vitória na Taça das Taças ao Sporting! Ele não terá resistido ao fervor clubista e toda a camarata ouviu o golo relatado pela voz fanhosa do Artur Agostinho na antiga Emissora Nacional!» (JVL)

 

«...das Febres (...) reside ali para as bandas de Caceira, perto da Figueira da Foz.

Ainda há pouco tempo lançou um livro romanceando, ao que julgo saber, aspectos da vida de outros tempos das gentes da sua terra» (Pena).

 

JOÃO TRINDADE

 

«...e com o Dr. João Gomes Trindade ninguém se mete? Está em Coimbra no ISET, não é? Tinha uma alcunha gira...» (JCG)

 

 

JOEL

 

«Ajudado pelo meu insucesso Matemático revelado desde cedo e que o Padre Joel fez favor de recompensar com umas bordoadas» (JVL)

 

 

padre.jpg

JOSÉ RAMOS

 

«Agora ex-padre. Está radicado em Arganil onde foi professor até à aposentação! Dele contavam-se histórias interessantes» (JVL)

 

«O Padre Anselmo (...) dizia que às vezes os próprios padres faziam apostas antes dos sermões. Eram coisas do tipo “ganhas uma cerveja se fizeres chorar as velhas”.

E contava que o Zé Ramos bebeu algumas cervejecas à custa dos seus dotes oratórios. Que eram famosos!

(...) tive oportunidade de o ouvir (...)

Era um pregador de facto afamado e pude ver que as velhinhas lacrimejavam abundantemente rendidas aos seus dotes.

Mas não fiz nenhuma aposta. Eu já sabia que ele ganhava» (JVL)

 

«... (grande homem!) fazia uns sermões ao domingo na igreja de Buarcos que deixava aquela gente toda a chorar depois da Homilía (...) até sairem da igreja e cairem de novo na realidade. Era assim como... um "S.E.E. Significant Emotional Event" (Desculpem o inglesismo barato mas era mesmo isso) todos os domingos»


«Enfim, ele andava sempre muito ocupado e deixava-nos nos estudos (uns 74 gajinhos com 2.000 personalidades diferentes) ao cuidado do Moreira que se encarregava de fazer a lista dos nomes dos que saiam da linha durante a sua ausência.
O Adriano Rodrigues (o Batata) seria sempre o primeiro da lista,  se o Moreira o lá pusesse, mas o Moreira gostava muito dele porque ele era muito engraçado.

Assim, o primeiro era o Agostinho, porque o Adriano o provocava (chamava-lhe a “porca de Almalaguêss”). Enfim, a lista crescia muito rápido»

(...) de volta o P. Zé Ramos era contemplado com pelo menos três listas que incluíam uns 50 dos gajinhos (...) e se vinha de mau humor (dependia muito) dizia "quem fez barulho ponha-se em bicha" e nos fazíamos bicha aos Zs, Ms ou Ns por entre as carteiras (bancos com arrecadação).

O homem suava as estopinhas para aviar umas 100 reguadas ou mais (eu até tinha pena dele, porque ele suava mesmo muito e ficava muito encarnado, mais do que a camisola do Benfica, da qual ele gostava tanto). Mas é claro que nunca falhava as duas reguadas, só que comecava por "L" e tentava sempre ficar do meio para trás, porque o homem ia ficando cansado e pró fim já era mais suavezinho.
Problema era quando ele demorava pouco (ir ao fundo da escada e voltar) e a lista era mais pequena» (LS).

dicionario.jpg

LUIS CARLOS

 

«...tanta garra como aquela que exibia nos nossos tempos de Buarcos... não estou a pensar só no futebol, estou a pensar em tudo e nomeadamente na força que a nós mesmos incutia» (AMS)

 

O Dr. Luis Carlos era o professor, mas também quem nos acordava e deitava, quem nos mandava para o recreio e jogava connosco à bola, (dáva-nos essa confiança), quem nos servia a fruta ( o nosso bolo de aniversário) e, às vezes, uma tacita de vinho,(só em dia de anos, claro), quem nos acompanhava quando adoicíamos, enfim, o nosso Prefeito "substituía" o Pai e a Mãe, nos longos intervalos das férias.Sinto que não estou a exagerar. (ADR)


 

«...sobre a malagueta ... parece-me que isso foi na aula de Português do P. Luis Carlos...» (AMS)

 

«erros é que não; que o P. Veríssimo, o Dr. Luis Carlos e outros professores de português que tivemos por aí estão por aí, atentos, e podem envergonhar-se» (JCG).


 

«Para os que com ele conviveram há cerca de 40 anos, informo que fisicamente está igualzinho (tirando uns cabelitos brancos que o tempo fez aparecer).

Em "segredo" contou-nos alguns truques que usava na altura "para nos dominar".

Também acabou por justificar que "as caneladas" que "sem querer" as suas chuteiras de travessas davam aos que com ele jogavam futebol; era obra da Graça Divina e não intenção dele.

Em nome dos colegas, acabámos por lhe perdoar» (MS)

 

«... o Luís Carlos ( Sr. Prefeito) usava aquelas chuteiras de travessas como já não há e sem caneleiras,bolas, bolas...» (MC)

 

MANUEL RAMOS

 

«... Ainda hoje o vi! Mas não lhe falei, já que ia de carro.

Enquanto trabalhei no CAE de Coimbra contactei com ele algumas vezes.

Ele já está aposentado do ensino.

Sei que foi professor de Português e nos últimos tempos trabalhou como professor na Penitenciária, embora fosse do quadro duma escola de Coimbra.

O Dr. Ramos está casado com uma professora, que é minha colega na escola. Tem uma filha, a Sara, que eu conheço desde menininha e que é o orgulho dos pais.

Ocupa os seus tempos em Penela, terra da sua naturalidade, onde é Provedor da S. C. da Misericórdia.

Nunca foi meu professor, embora me recorde muito bem dele na Figueira,  quando era o "capataz" de Cristo Rei» (JVL)

 

MATOS

 

«outro grande jogador de futebol» (SP)


 

«...  jogava a bola com a batina arregaçada e de sapatos bicudos engraxadinhos.

Mas o que mais recordo é a sua direcção espiritual e as penitências da confissão.

Mas não querem que eu fale disso pois não?

Lembro-me que um dia lhe confessei que fumei uns cigarritos.

Não me deu grande penitência.

Guardou o segredo.

Deu-me só bons conselhos; só que tais conselhos eram coisas do género «bem prega frei Tomás! Olha para o que ele diz e não olhes para o que ele faz!»

Pudera! Ele não conseguia disfarçar o cheiro a tabaco!» (JVL)

 

«agora pároco de Tavarede» (SP)

t_eiffel.jpg

MOÇO

 

«o Vice-Reitor,  pequenino (...) esteve ligado ao ensino» (SP)

 

«Todos os que por lá passaram, devem ter ainda bem viva a imagem dos pequenos almoços no refeitório do Seminário de Buarcos, ou seja, da gula daquele grupo de pequenos com cerca de 10 anos, vindos dos confins das aldeias, a olhar para as torradas com manteiga do referido Vice» (SP).

Especialmente o Vice-Reitor (baixinho) que (...) não digo a alcunha por respeito; quando o meu "Prefeito" me mandou de malas aviadas "com um ano de espera", eu perguntei-lhe se havia realmente hipóteses de voltar, eu queria ser padre, ai ele mostrou-me um livro com pelo menos 30% das judiarias (em alargado pormenor, que nem eu daria importância) que eu tinha feito naqueles anos todos.

Aí eu desconfiei que seria mais fácil o camelo passar pelo cu da agulha do que eu ser padre» (LS)

«o P. Moço esteve na paróquia de N. Sra de Lurdes (...) creio que foi para Santa Clara (...)»  (AP)

 «Não sabia que o padre Moço estava a louvar a Rainha Santa» (JVL)

 

«meu professor de Francês em Buarcos, incutiu-me o gosto pela língua francesa e pelo país, onde vou por hábito várias vezes por ano» (AMS)

PAULO

 «Quem não lembra o Padre Paulo e do seu "dois cavalos"? Eu até comprei um desses (...)  influenciado por ele!...» (AS)

 

«Quem se lembra do seu célebre "dois cavalos" cinzento, carregado com cinco ou seis imberbes seminaristas a subir "à rasca" a serra da Boa Viagem, a caminho de Calvão? E da sua excepcional perícia para a máquina de escrever?» (SP)

RICARDO

 

«...uma personagem singular! O Padre Ricardo! Era capelão de umas freirinhas lá pràs bandas do Louriçal.  E veio ensinar-nos a História da 4ª classe. 

Claro que a gente exigia mais.

Os exercícios escritos eram únicos!

Tinham perguntas muito giras a que só se podia responder com sim ou não.

Este Padre Ricardo foi depois professor (...) mas de Geografia!

Foi professor de alguns castiços (...)  faziam-lhe a vida negra! (...)

Os gajinhos chegaram a levar para a sala de aulas (aquela grande onde havia o palco) um despertador.

E atavam cordéis ao badalo da sineta que iam tocando durante a aula, baralhando o pobre Padre Ricardo.

Que um dia teve o seu momento de glória; conseguiu apanhar o despertador ao Manel Nunes!

E gritava eufórico:

- "Canalha! Apanhei-o!"» (JVL)

«...era da freguesia de Pousaflores, Ansião, mais precisamente da aldeia chamada Pessegueiro. Foi sempre uma figura castiça, mesmo na freguesia, onde, inclusive, teve alguns dissabores, devido à forma como se apresentava em determinados assuntos e que já foram relatados em artigos escritos pelo nosso (...) Manuel Augusto Dias»

«...tem na sua família amigos importantes para mim, a cantora dos ANAIFA e sua mãe, a prof. Helena Gonçalves, (sobrinha do Padre Ricardo), também poeta que apreciamos e a Clara (outra sobrinha), uma das cantoras da nossa terra que canta no LIAGRA e nos CUCOS.
Mas é especialmente o seu irmão, João Gonçalves, já falecido, um dos poetas repentinos mais conhecidos na freguesia» (AS)

tomaspovoa.jpg

TOMÁS PÓVOA

 

«... por quem sempre nutri muito respeito e consideração (talvez um pouco mais, há sempre preferidos...): (...)  santo homem - o nosso Sr. Reitor» (LS).

 

«...havia muitas histórias! Ele foi (...) professor de Matemática (...)  Havia o costume de nos juntarmos à volta dele na secretária a tirar dúvidas! Consta que alguns zeros da caderneta foram facilmente transformados em 10!
Mas o melhor dessas aulas do 4º ano foi quando alguém pôs malagueta no lápis ou na lapiseira e um rapazinho meteu o lápis nos olhos! ...» (JVL)

 

«... professor de latim (...) acho que foi no 2º ano. NEGATIVA. Acho que 8,5 ou 9,0. Não podia ser; não podia ser porque eu sabia da coisa, não podia ser porque NEGATIVA nunca. Era preciso mudar (...) todos estavam na mesma. Então inventámos uma:
Ele marcava os erros sublinhando a lápis. LÁPIS, mesmo. E nós?
Apagávamos o lápis aqui e colocávamos ali e íamos à secretária reclamar:

- «Sr. reitor, acho que se enganou aqui?»

- «Tens razão rapaz».

 E em lugar de 9,0 punha 9,1.

Mais uma volta e mais uma viagem e mais uma décima e não faltou muito para que não houvesse negativas na turma» (AMS)

 

«...o primeiro professor de História do meu 5º ano foi o Senhor Reitor Tomás Póvoa! Mas não sei por que razão ele depressa passou a pasta» (JVL)

 

 «... descia eu sempre o último lance de escada do edifício de S. José, em dois ou três saltos ou de escorrega no corrimão... e, embalado, choquei com o Sr. Reitor, que dobrava a esquina nesse preciso momento, para entrar no edifício.

O bom homem desequilibrou-se, deu um passo ou dois atrás, enquanto exclamava "Oh menino, Oh menino!...". Felizmente não caiu; nem eu» (LS)
 

«Conheci no Seminário da Figueira da Foz, que frequentei durante cinco anos, um único Reitor, o Cónego Tomás Francisco Póvoa. Que sem prejuízo dos outros, reconheço tinha por mim um certo carinho, dada a proximidade das terras onde nascêramos e a amizade com familiares meus.
Pois bem, a memória deste sacerdote, infelizmente já falecido, vem-me de quando em vez à memória.
(...)  direi acerca do Cónego Póvoa, que, encarregado da regência de algumas disciplinas, quando faltava qualquer professor e havia disponibilidade da sua parte, era vê-lo entrar pela sala de aulas, fazer-se imediata e cirurgicamente silêncio e ele, perguntar com o ar mais sério deste mundo “então onde é que vão?”. Alguém dizia que a História íamos em tal parte, a Geografia idem, a Latim aspas aspas, a Ciências Naturais aqui e a Português acolá. E até na Matemática ele continuava o programa, com alguma “dificuldade” diga-se ( e que perdoe, lá onde está, se estou errado) apenas na Geometria. Que na álgebra não havia problemas.
(...)»

José Relva, in Notícias da Guarda

 

 

VERÍSSIMO

 

«Muitas histórias há, em particular por causa das visitas ao Café Guedes, em especial durante a noite, com os sapatos na mão, para não fazer barulho ao descer as escadas e o P. Veríssimo não suspeitar» (JR)

 

«erros é que não; que o P. Veríssimo, o Dr. Luis Carlos e outros professores de português que tivemos por aí estão por aí, atentos, e podem envergonhar-se connosco» (AMS)

 

arnaldosemina01.jpg

P. João Veríssimo e P. Matos em 1969 entre alunos do curso de 1965 

div24.gif

AIDÉ

 

«...era de Matemática e era uma negrinha cabo-verdiana,  bem gira»

 

«... era casada com um capitão.

E um dia gozou comigo à grande e à francesa; fui ao quadro (a Matemática nunca foi o meu forte) e fui “despedido” marchando até ao lugar, «esquerda»-«direita», «esquerda»-«direita».

E até tive de lhe fazer continência quando cheguei ao lugar e pedir se me podia sentar.

Será que ela brincava à continência com o marido?» (JVL)

 

OLÍMPIA

 

«dava Português e Francês.

(...) era uma estampa e era a minha preferida.

 

Mas eu (e outros como eu) tinha 10 anos e era casto e puro e até rezava o terço todos os dia» (JVL)

 

 

 

 

quimica.jpg

CÂMARA

 

«O prof. Câmara foi dos que mais me marcou, porque era um tipo porreiro. E não digo isto por dizer, mas era verdade.

Era um bom professor, salvo as baforadas... e as basófias sobre o seu VW» (JVL).

 

«Fumava nas aulas e era cada baforada! (...) a malta do meu tempo chamava-lhe também o "Raio reflectido!"» (JVL)

«...a chapada (...) foi executada seguindo os cânones do falecido Ferreira da Câmara: vector, direcção, intensidade...ponto de aplicação!...Zás» (152)

 

«indefectível adepto da Académica e da pesca; às segundas-feiras tinha de contar tudo e a Química que se ...» (AMS)

 

«...todos os cânones da Físico-Química do gabarola do Passarito.

Ele, de facto, à segunda-feira tinha sempre de relatar e comentar os jogos da Académica. Dizia que ia a todos. Talvez!

Mas, às vezes a malta tinha de arregaçar as calças, porque ele metia muita água» (AS)

«O Ferreira da Câmara era o Passarito?» (AMS)

 

«Já se trata o Passarito como um passarito?» (AMS)

 

«A gente descobriu que ele costumava dar os mesmos exercícios dos anos anteriores. Vai daí toca de levar o exercício feito!

E não é que ele deu o mesmo?

Lá me fui ocupando a rabiscar umas coisas e a certa altura rapei da folhinha previamente preparada, quando achei que ele já não voltaria a passar a revista às tropas.

Azar!

Passou logo de seguida e pegou-me na folha que vinha de casa e sai-se com esta:

-  "É pá isto está porreiro! Andas a estudar umas coisas!"

E lá foi ele enrolado.

Eu em Física era aluno médio...Mas daquela vez lá me saiu um 15 ou 16.

A coisa estava bem feita; não se podia acertar tudo... pois que quando a esmola é grande o pobre desconfia!» (JVL)

atlas.jpg

 

«Comecei mal a matemática. Aquilo das fórmulas não dava bem comigo. Mas a certa altura tomei o rego naquela coisa e comecei a ser aluno para cima de 16.
Tanto que no 5º ano o dito professor me ofereceu 2 livros sobre Física que ainda hoje conservo na minha estante.
Um dia estávamos para fazer um teste, e como sempre, nós usávamos aquelas cábulas feitas em papel, tipo acordeão.
Para mim,  era uma das formas de aprender, pois enquanto fazia aquele copianço, estava a fixar tudo e depois nem precisava daquilo a não ser por pirrice.
Pois o dr. Câmara, aquele professor fumador, como poucos, e um gabarolas do seu VW, começou logo por avisar que não queria copianços.
Sim, senhor!
Assim que ele disse isso, o Simões, a primeira coisa que fez foi dispor bem a jeito o dito acordeão papelináceo.
E não é que o Câmara filmou imediatamente?!!!
E ainda nem era câmara digital!
Deu-me no cachaço e ficou todo contente porque se sentiu glorioso por ver que nós não lhe passávamos a perna.
Pois, pois! Só que eu levava dois acordeãos!!!» (AS)

 

«...a história mais "bela" e mais arrepiante de que me recordo do SIC:
Estava no 5º ano e o Prof. Câmara decidiu fazer um teste dessa vez muito fácil, não daqueles de que o ZV referiu noutra intervenção, que também os houve, mas esse não era.
Como sabem, as nossas notas em Física e Química não eram, em geral, famosas. Mal do professor ou nosso, não sei.
Naquele dia tivemos todos notas próximas do 20; poucos as não tiveram.
Pois,o "Passarito" decidiu anular (ou não considerar o teste) e marcou outro, dizendo-nos que a nota que havia de valer era a deste e não a daquele.
«Nem pensasse!» - pensámos nós.
E, assim, revoltados com a injustiça, reunimos e decidimos:
- Ninguém vai à sala de aula; toda a gente fica na sala de estudo (Cristo-Rei) na hora de Físico-Química.
Pensámos e fizemos.
E esperámos pelo embate.
Poucos minutos após o toque da cabra para o início da aula (dez minutos talvez), entrou no Salão Cristo-Rei o P. Veríssimo (então nosso Prefeito) certamente informado e interessado em saber o que se passava.

Como já o prevíamos e ninguém queria enfrentá-lo, toda a gente estava a estudar Geografia, escondidos atrás do ATLAS (um livro alto, como se recordam), aberto na nossa frente, encostado àquela parte mais alta da «carteira» de estudo, onde se metiam os lápis, borrachas e livros de cóbois.
O P. Veríssimo entrou e não via certamente nenhuma cara, todos escondidos pela Atlas; quanto muito veria as nossas costas, já que todos tínhamos as cabeças muito baixas.
A coisa não poderia durar muito.
o Luis Fernandes Gonçalves (creio que este é o nome correcto de um colega dos lados da Lousã) enfrentou o P. Veríssimo e disse-lhe qualquer coisa como isto:
- Não fomos ao teste, porque o Professor de Química injustamente nos anulou o ponto anterior. Ou ele repõe as notas que anulou ou não voltaremos a aulas dele.
O Luis tinha vindo de outro seminário, talvez no ano anterior, e não precisava nada de se envolver naquilo; tinha notas altíssimas a quase todas as disciplinas; nós é que sim; alguns tiveram uma das primeiras positivas da vida na disciplina.
Era o dia 4 de Março de 1970 e chamámos-lhe «REVOLUÇÃO DO ATLAS». (Uff! que arrepio!...)
Não foi o Luis o cabecilha da rebelião (...).
Mas o Luis pagou e não acabou o ano no Seminário.
(...) o assunto mereceu uma página, com desenho e tudo, na ESTRELA DA MANHÃ desse ano.
(...) Estávamos em 1970 e ouvíramos vagamente falar de Maio de '68; e sabíamos de Coimbra '69» (AMS)

 

«Pois é, o Luís Gonçalves teve essa atitude solidária que o Arnaldo nos contou sobre a greve ao ponto de Física... e como diria o Prof. Ferreira da Câmara era "fatal c'mó destino" elas acontecerem.

Felizmente o Luis está bem...» (JCG)

 

coliseu.jpg

 

CARLOS VENTURA

 

«...professor de História na Figueira e em Coimbra (...). Nos anos 80, leccionei no José Falcão em Coimbra e lá o fui encontrar! Recordámos algumas aulas e algumas histórias.

Ele,  além do Curso de História,  foi capaz de realizar outro sonho: licenciou-se em Medicina!

Hoje está aposentado do ensino e exerce só a Medicina!

Passa pelo “Zé Falcão”, sua ex-escola, e dá também consultas a quem quer e a quem precisa!

Passa receitas e cura maleitas!» (JVL) 

 

 

 

 

 

 

CRISANTO

 

«...Buarcos leva a dianteira.

Eu já pouco me lembro de peripécias desses tempos, pois levei algum tempo a ambientar-me; tinha dez anos e picos. Recordo bastante é a turma C, que penso que era à qual pertencia, precisamente com o professor Crisanto...» (José Roque)

 

«...era monitor nos tempos das aulas da Telescola com a turma "C" em Buarcos.

Nao me lembro de alcunhas dele mas lembro-me que quando se cruzava comigo exclamava:"Ah! Safardana!"» (LS)

maos3.jpg

VITOR GUERRA

 

 

 

«Quem se lembra de uma palestra de VITOR GUERRA sobre AS MÃOS?
Eu acho que nunca mais ouvi nada do género que me marcasse tanto!» (AMS
)

 

«AS MÃOS - os poemas eram ditos, entre outros, pelo SILVÉRIO» (palestra de Vitor Guerra que me marcou muito)» (AMS)

 

Quanto a "As Mãos" os desenhos eram do Jaime Barata.  (JCG)

 

«...não deixo de admirar o saber enciclopédico do Professor Victor Guerra.

Nada disso está em causa.

(...) como eram pitorescas por vezes as suas lições!

Um dia ele pergunta, no 4º ano, a um maduro que estava na fila do meio (...):

- Dê-me um exemplo de um insecto.

E o maduro:

- O polvo, senhor professor!

Ria a turma à gargalhada...e o rapaz corrigia...

- Bem!... de certo modo!» (JVL)

 

 «... marcou a minha geração (...)

Eu não tenho grandes recordações dele (...) apanhou-me com uma cábula; fingiu que não viu.

Mas sabem qual foi o resultado?

No fim do ano a minha prova escrita de exame não apareceu; fui chamado ao Reitor.

Jurei por todas as alminhas que a tinha entregue; e tinha mesmo; mas nada a fazer.

Fui obrigado a ficar na Figueira da Foz mais dois dias, enquanto todos os outros já tinham ido para férias.

E fiz uma prova escrita sozinho com o Dr Victor Guerra à minha frente (não fosse o gajo copiar outra vez!).

E no dia seguinte fiz oral onde tive de pentear a matéria toda.

Ele teve azar porque eu sabia aquelas merdas todas; e vejam lá que no fim teve a lata de me dar 14!

Serviu-me de lição? Não sei...» (JVL)

 

«o Prof. Vitor Guerra era professor de tudo» (AMS)

 

«era, em pessoa, excelente, mas um sistema de vídeo em câmara lenta.

O homem das ciências.

Ainda hoje guardo aquele Herbário, que, com ele fiz, com o maior dos carinhos; ainda hoje guardo aquelas folhas, raízes e flores colhidas naquela quinta, que hoje está coberta de cimento armado.
O prof. Vítor Guerra é para mim uma grata recordação, apesar das traquinices que tentávamos fazer, por sabermos que ele tinha alguma dificuldade visual. Mas às vezes parecia mais do que era na realidade» (AS)
.

herbario.jpg

«Ervário é o mesmo que Herbário.

Era este que a malta fazia com o Guerra!

Define-se como “uma colecção de plantas secas organizadas cientificamente” (JVL)

 

 

 

 

 

 

 

Antigos Alunos do Seminário da Figueira da Foz
A publicidade inserida na página não é da nossa responsabilidade